Outubro, praia e cidade / Octombrie, plaja si oras

 

( In romaneste, mai jos )

Ainda aproveitamos ao máximo este tempo de verão com temperaturas máximas de 32ºC, que para a nossa cidade, Aveiro nem no verão temos. Infelizmente isso não é bom para o nosso planeta, pois as estações estão todas trocadas e neste momento há muitas terras que precisam de chuva…

No sábado, os meninos foram com o pai a praia desde manhã e eu fui juntar-me a eles depois do almoço, estava realmente um dia fantástico, quentinho mas não em demasia, como há poucos dias no verão. Para variar, o André passou o tempo todo na água, e o Diogo a brincar com os animais da Playmobil na areia e a criar histórias. 🙂 Á noite, caíram cansados na cama depois de jantarem sopinha e fruta, para ficarem hidratados depois de tantas horas ao sol.

Hoje, tínhamos planeado para partilharmos o almoço num piqunique, chamado também de Piqueniqueternura, com o grupo do qual fazemos parte, e que se reúne regularmente no espaço cedido pela Maternura (um centro de infância em Ilhavo, cujas instalações têm um quintal enorme atrás, e onde as crianças têm a liberdade de serem crianças). O evento acabou por não se realizar, por doença / virose de várias pessoas implicadas, mas se quiserem espreitar e participar da próxima vez , podem faze-lo aqui. Trata-se de um grupo informal que nasceu de dois movimentos de cidadãos inspirados no movimento das Transition Towns, o Mães de Transição e o Aveiro Em Transição. Numa sinergia entre estes dois movimentos, surge então o grupo local Famílias em Transição Aveiro, que procura estreitar e potenciar os muitos pontos em comum dos dois conceitos: a partilha, a sustentabilidade e qualidade de vida das famílias.

Com esse evento cancelado, acabamos por almoçar em casa, as nossas batatinhas assadas com grão de bico ( uma receita antiga , mas melhorada com o grão de bico e no forno ficam crocantes e saborosas), quinoa com cenoura, passas e caju e uma enorme salada. Também tinha feito um bolinho para levar e partilhar no piquenique, mas que serviu de lanche cá em casa. A receita tirei do site da minha amiga Maria de Lurdes Feitor Carapelho – Bolo de coco. A receita é bastante simples :

3 cháv/xícaras de farinha de trigo – usei farinha de aveia
1 1/2 cháv/xícaras de açúcar – substitui por mascavado e apenas 1/2 chávena
1 e 3/4 cháv/xícara de leite de coco
1/3 de cháv/xícara de óleo – coloquei óleo de coco
1 colher de sopa de fermento
coco ralado (para a massa e a calda)

O bolo ficou bestial, palavras do Diogo! 😛

A tarde fui sair com os meninos até ao parque de Aveiro onde fomos passear e ver os patinhos e os peixinhos a serem alimentados pelas pessoas com pão ( pessoalmente acho que deveria ser proibido, pois não sei se o pão branco é alimento adequado para patos e peixes… para não falar que alteram o ambiente e a alimentação dos mesmos ).

Depois, ainda fomos ter com outros amigos nossos, colegas e amigos da escola dos meninos e que convidaram as crianças a fazerem parte de um pequeno filme que vai promover um produto a ser desenvolvido para os pequenos ciclistas urbanos. Aveiro, por natureza é uma cidade plana e tem as famosas BUGAS, as bicicletas gratuitas que qualquer turista pode alugar a custo “0”. A cidade tem muito potencial e é por causa disso que a Joana Ivonia , uma das fundadoras da Lanterne Rouge, e do Ciclaveiro ( inserido também no movimento Aveiro em Transição), incentiva os cidadãos e as crianças a utilizarem a bicicleta nas deslocações diárias entre casa e o trabalho/escola ou na ida às compras / passeio. O Sebastião, o filho da Joana, vai praticamente todos os dias de bicicleta para a escola, juntamente com o grupo de outras crianças da escola que aderiram a campanha Serpente Papa-Léguas – Jogo da Mobilidade, criada para incentivar as viagens sustentáveis nas idas para a escola. Infelizmente a nossa localização não permite aos nossos meninos se juntarem á Serpente, mas adoram andar de bicicleta, recentemente sem rodinhas e cada vez mais confiantes.

E assim passou-se mais um fim de semana, com muitas horas ao ar livre, aproveitando o bom que temos em Portugal : o tempo, a praia, a cidade, os amigos! 🙂

 

Inca profitam la maxim de timpul de vara pe care il avem in octombrie, cu temperaturi care au ajuns la 32ºC aici la noi in oras, unde nici macar vara nu sunt asa de ridicate. Din nefericire, nu este bine pentru planeta, nu mai avem anotimpuri si lipsa ploilor se simte, pamantul fiind din ce in ce mai uscat…

Sambata, cei 3 baieti au fost la plaja de dimineata, iar eu m-am alaturat dupa pranz, era o zi splendida, cald dar nu foarte tare, si fara vant, cum sunt putine zile vara. André, bineinteles a stat tot timpul in apa la balacit, iar Diogo si-a luat animalele Playmobil si a inventat povesti cu ele pe nisip. 🙂 Seara au cazut obositi in pat dupa ce au mancat supa si fructe, pentru o buna hidratare dupa atatea ore la soare.

Astazi aveam in plan sa facem un picnic la pranz cu un grup de alte familii din care facem parte si care se reuneste o data pe luna in curtea cu spatiu verde al unei gradinite de aici din apropiere. Este un grup de suport / ajutor al mamelor cu copii care face parte dintr-o miscare Aveiro in tranzitie (care la randul ei face parte din miscarea mondiala a oraselor “in tranzitie”  cu obiectivul de a evolua spre un oras mai curat si auto-sustentabil).

Nu s-a mai realizat picnicul, diverse persoane erau bolnave asa ca am mancat acasa. Am facut cartofi la cuptor cu naut ( reteta mai veche aici in casa, dar acum imbunatatita cu boabele de naut care la cuptor devin crocante si delicioase). Am facut si quinoa cu morcov, caju si stafide si o salata mare. Facusem si o prajitura sa o iau cu mine la picnic, dar a ramas pentru noi ca si desert si gustare. Reteta este destul de simpla, asa cum imi place mie 🙂

Prajitura de cocos

3 cani de faina  – am folosit de ovaz
1 1/2 cani de zahar – am inlcuit cu zahar brun si doar 1/2 cana
1 3/4 cani de lapte de cocos
1/3 cani de ulei  – am pus ulei de cocos
1 lingura de praf de copt
cocos ras (pentru compozitie si glazura)

Am pus toate ingredientele la robot, apoi la cuptor pre incalzit, la 180ºC pentru 45 de minute. Glazura am incalzit lapte de cocos cu fulgi de cocos si am pus pe deasupra. Prajitura a iesit bestiala, cuvintele ii apartin lui Diogo! 😛

Dupa pranz am scos baietii din casa si ne-am dus in parcul orasului unde ne-am plimbat si am vazut cum lumea alimenta la greu pestii si ratele cu paine ( parerea mea personala este ca ar trebui interzis, deoarece nu stiu daca painea este un aliment potrivit pentru rate sau pesti si le modifica ambientul si alimentatia lor naturala..)

Apoi ne-am dus sa ne intalnim cu un alt grup de prieteni, colegi si prieteni de scoala ai baietilor, care i-au invitat sa faca parte dintr-un filmulet care va promova un produs utilizat de micii ciclisti urbani. Aveiro este un oras plan, unde turistii pot inchiria gratis biciclete pentru a parcurge traseele pe doua roti. Orasul are mult potential si de aceea, prietenii nostri, un cuplu cu un copil, disigneri ca si profesie, au diverse proiecte legate de mobilitatea urbana. Unul dintre ele se numeste Sarpele si reuneste un grup de copii insotiti de adulti care fac parcursul zilnic casa – scoala cu bicicleta. Din pacate, locatia noastra nu ne permite sa ne alaturam lor, dar baietii nostri au descoperit de curand o noua pasiune, mersul pe bicicleta, mai ales de cand au invatat sa mearga fara rotite si au castigat incredere in ei.

Si uite asa a trecut inca un week-end, cu multe ore petrecute in aer liber, profitand la maxim de ceea ce avem bun in Portugalia : vremea, plaja, orasul si prietenii! 🙂

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Invicta vegetariana / Unde mancam vegetarian in Porto

 

Levem-me a um restaurante vegetariano e conquistam logo o meu coração! 🙂

Pois é, no domingo a tarde decidimos dar um saltinho ao Porto, afinal de contas começou a Feira do Livro. O meu único desejo foi de almoçar a um restaurante vegetariano, já que há tantas opções numa cidade grande como o Porto. Depois de perguntar e de me recomendarem uns tantos nomes, escolhi o Cultura dos Sabores, por ser tipo buffet, podia ver tudo e escolher a vontade. Tinha mesmo muitas opções, um buffet de frios, com diversas saladas, legumes, sushi, bolo salgado, nachos com guacamole, fruta etc. ; e outro buffet com comida quente : sopa, arroz branco e integral, feijão preto, couve mineira, cogumelos recheados com tofu, folhado de legumes, banana frita, tudo á descrição. Para beber tivemos chá. Estava tudo muito delicioso, e eu estava em êxtase, claro, como fico sempre quando como comida vegetariana bem preparada! No fim, ainda deixei espaço para provar a sobremesa, bolo de banana que também conquistou o meu coração! Estava divinal!!!!

Matamos saudades do Porto, passeamos pelas suas ruas, e apreciamos a sua beleza genuína, os prédios típicos e as vistas fabulosas sobre o Douro. A Feira do Livro também valeu bem a pena, realiza-se no Palácio de Cristal, no meio do parque, entre as árvores. Muita gente, muitos stands, 131 mais precisamente, demos todas as voltas e vimos tudo com calma, acabando por encontrar uns “achados” a bom preço. Se quiserem dar um saltinho, ainda têm até ao dia 18 de Setembro e podem ler mais sobre o programa aqui.

Para finalizar a nossa “excursão” fomos lanchar/jantar numa esplanada. O Rui quis atacar uma francesinha, (afinal de contas estávamos no Porto, carago 😛 ) , eu escolhi uma tosta vegetariana e um sumo natural de laranja. Ficou confirmada mais uma vez a minha teoria de que é muito raro comer bem/ saboroso e vegetariano em cafés e restaurantes normais. Mas pronto, dá para desenrascar para quem não quer comer carne e só mostra que, para incluírem no menu a opção vegetariana, existem cada vez mais adeptos.

 

Duceti-ma la un restaurant vegetarian si imi cuceriti imediat inima! 🙂

Duminica dupa amiaza ne-am hotarat sa dam o fuga pana in Porto. Pentru cei care nu stiu, noi locuim in Aveiro, un oras la 60 km la sud de Porto, vizitat de din ce in ce mai multi turisti si denumit si Venetia Portugaliei. Se desfasoara Targul de Carte in Porto acum in septembrie si vroiam neaparat sa ajungem acolo.

Singura mea dorinta a fost sa mergem sa mancam la pranz intr-un restaurant vegetarian, sunt atatea intr-un oras mare ca Porto, si nu vroiam sa pierd ocazia. Am intrebat si mi-au fost recomandate mai multe. Am ales Cultura dos Sabores pentru ca era tip bufet suedez si puteam vedea tot si alege in voie.  Foarta multumita am fost, erau 2 bufete, unul cu mancare rece : diverse salate, legume, fructe, sushi, prajituri sarate, nacho cu guacamole etc. si altul de preparate calde : supa, ciuperci umplute cu tofu, orez alb si integral, fasole neagra, varza taiata fideluta fiarta si calita (impreuna cu fasolea, cu orezul, si cu carnea fac parte dintr-un fel de mancare tipica braziliana, “picanha com feijoada e arroz”), legume in foietaj, banana prajita. Am mancat din toate cate putin si am lasat loc si pentru desert, tort cu banane, delicios!!!! Eu eram in al noualea cer, ca totdeauna cand reusesc sa mananc mancare vegetariana bine pregatita.

Nu mai fusesem in Porto de anul trecut, asa sa ne plimbam in voie, si ne-am pierdut pe stradutele vechi, am admirat cladirile tipice, am simtit atmosfera pe care doar daca vii aici o poti simti si ne-am lasat incantati de peisajul catre raul Douro. A meritat sa mergem si la Targul de Carte, au fost 131 de standuri, pe care le-am vazut pe indelete si am reusit sa cumparam cateva carti cu mare reducere. Mi-a placut si faptul ca targul a fost organizat in gradina unui parc, in mijlocul naturii, multi copaci si umbra!

Am incheiat dupa amiaza la o terasa, unde Rui a atacat un fel de mancare tipica originara din Porto, “francesinha”, un sandvich cald de paine toast umplut cu tot fel de carnuri si cascaval, cu un sos tipic picant si cu cartofi prajiti (un fel de fast-food local) ! Eu am ales un sanvich cald vegetarian, si mi-am confirmat teoria : si anume ca, pana acum inca nu am reusit sa mananc ceva vegetarian gustos intr-un loc fara specific ca atare. Dar oricum, sunt multumita ca cel putin incep sa existe optiuni vegetariene in cat mai multe localuri, inseamna ca numarul de adepti este in crestere. 🙂

 

Comer fora – nos festivais / Ce se mananca la festivale

 

 

Desde que os meninos nasceram, a vida boema de antigamente diminuiu bastante. Mas este verão, apesar de eu não ter férias nesta altura, quisemos aproveitar o facto de os nossos “monstrinhos” estarem na Roménia com os meus pais, e decidimos ir ao Festival Vilar de Mouros.

Realizaram este ano a edição de 50 anos (no ano passado não se fez), o engraçado é que começou por ser um festival de folclore do Minho. Só em 1971 quando vieram os Elton John, os Manfred Mann, e dos portugueses, Amália Rodrigues e GNR, foi considerado o Woodstock português.

Compramos o passe para os 3 dias, mas como eu estava a trabalhar, acabamos por ir só no primeiro e no ultimo dia (as bandas que queriamos mesmo ver foram o Peter Hook(dos Joy Division e mais tarde, New Order), Happy Mondays, Peter Murphy e os Waterboys). Foi um pouco cansativo, mas compensou ( o que interessa de facto é o espirito, certo? 🙂 ), adorei ver os concertos e conviver com a malta. Aliás, a foto de cima connosco é da primeira noite e aparecemos todos neste artigo ! 😛

Agora falar da comida, como sempre quando vou a um sítio novo, procuro saber se há opções vegan, ou vegetarianas. Fiquei toda contente, pois encontrei 2 tasquinhas, e foram os meus jantares nas 2 noites de festival:

  • Taco vegetariano – com húmus em tortilha de milho, rúcula, lima, amêndoa, coentros picados e molho de iogurte com pepino e lima
  • Batatas salteadas com ervas aromaticas
  • Prego vegan no pão escuro – com tofu grelhado, pimentos grelhados, rúcula e cogumelos frescos

Estavam todas deliciosas, valeu a pena o tempo de espera e fiquei super satisfeita! O único senão realmente são os doces, foi impossível encontrar algum tipo de sobremesa minimamente saudável (sem açúcar, farinha branca, ovos ou leite). E como o meu lema é “se me apetecer comer algo, como, sem culpas, porque sei que isso não faz parte do meu dia-a-dia”, lá tive eu de fazer um esforço e comer crepe de chocolate! 😛

Um conselho que tenho a dar-vos e que foi o que nós fizemos : levamos fruta connosco e amendoins torrados ao natural para trincar nas viagens e resistir a tentação de comer ainda mais porcarias!

Agora com o apetite aberto para os festivais, ficou a vontade de repetir para o ano, de preferência os 3 dias e sem trabalhar! 🙂

 

De cand s-au nascut cei mici, viata boema pe care o aveam inainte, a scazut destul de mult. Dar, vara aceasta, chiar daca nu am avut concediu in august, am vrut sa profitam de faptul ca “montruletzii” erau in vacanta in Romania la ai mei, si am hotarat sa mergem la Festivalul Vilar de Mouros.

S-a organizat anul acesta editia de aniversare de 50 de ani (de fapt, era anul trecut dar nu s-a organizat), a acestui festival care a inceput ca unul de folclor. Doar in 1971 cand au venit Elton John, Mafred Mann si Amália Rodrigues, a fost catalogat ca un fel de Woodstock portughez.

Am cumparat biletul pentru 3 zile, dar cum eu m-am dus si la serviciu intre timp, nu am fost la festival decat in prima si a treia seara ( ce vroiam sa vedem noi de fapt participau in acele zile : Peter Hook, de la Joy Division si apoi New Order, Happy Mondays, Peter Murpy si Waterboys). A fost putin obositor, dar a meritat ( ce conteaza este spiritul, nu-i asa?), mi-a placut sa vad concertele si sa petrec timp cu prietenii. Si vorbind despre prieteni, prima poza este cu cativa dintre ei, din prima seara, a fost facuta de un jurnalist si a aparut intr-un articol online! 🙂

Acum vorbind despre mancare, mereu cand merg intr-un loc nou, caut imediat sa aflu daca sunt optiuni vegane sau vegetariene. Am ramas surprinsa si bucuroasa in acelasi timp, pentru ca am gasit 2 locuri, de unde m-am servit in cele 2 nopti de festival.

  • Taco vegetarian – cu tortilla de malai, rucola, lime, migdale, coriandru tocat e sos de iaurt cu castravete si lime
  • Cartofi sote cu ierburi aromatice
  • Sandwich vegan in paine neagra – cu tofu pe gratar, ardei copti, rucola si ciuperci proaspete

Au fost toate delicioase si a meritat timpul de stat la cozi! Doar la dulciuri nu prea am fost multumita de oferta, era practic imposibil de gasit vreun fel de desert cat de cat sanatos (adica fara zahar, faina alba, oua sau lapte). Dar cum filosofia mea este “daca imi e pofta de ceva, mananc fara sa ma invinovatesc dupa”, si adevarul este ca dulciurile au fost mereu slabiciunea mea, am facut un efort si am mancat si clatite cu ciocolata! 😛

Ce sfat pot sa va dau, asa cum am facut si noi : am luat fructe si alune nesarate coapte sa tot ciugulim pe drum si in timpul zilei si asa sa rezistam tentatiei de a manca porcarii!

Iar acum ca mi s-a deschis pofta de mers la festivale de muzica, sper sa repetam si in 2017, poate data viitoare integral, cele 3 zile! 🙂