Óleos essenciais=Produtos de limpeza do lar / Uleiurile esentiale=Produse de curatat

Romaneste mai jos
PT : Recentemente (mais ou menos há 1 mês) entrei no mundo mágico dos óleos essênciais! Estou a descobrir aos poucos os seus benefícios , um dos meus objetivos sendo substituir as substâncias químicas sintéticas dos produtos que nos rodeiam ( principalmente dos medicamentos e produtos de higiene e limpeza).
Hoje fiz a experiência e preparei um Super Produto de Limpeza : agua morna, bicarbonato de sódio, vinagre, óleo essencial de limão, de Hortelã e um mix antibacteriano OnGuard, special pregatit de DoTerra.
Quero vos dizer que fiquei totalmente rendida : limpei o frigorífico, o forno, o fogão, as portas dos armários da cozinha, a máquina de lavar louça (por fora e nos sítios difíceis de chegar), o vidro da chaminé, o chão da cozinha ( tijoleira) e o chão do corredor e da sala ( madeira).
1. Utilizei apenas 1 produto para todas as superficias – mais simples e prático.
2. Fiquei espantada com o “poder” instantâneo de limpeza – especialmente no vidro da chaminé e no forno ( que tinha aquelas manhas de gorduras que normalmente é preciso esfregar até doer). Foi só passar a esponja várias vezes, sem esfregar e vê-se logo como desaparecem as manchas e fica tudo limpo! WOW! Também deixa o inox literalmente a brilhar!
3. O cheiro que ficou em casa, nem vos digo, agradável e calmante, nada a ver com aqueles produtos de limpeza tradicionais depois dos quais é preciso abrir as janelas para arejar.
4. 100% natural, sem nenhum produto químico sintético !
Há receitas na internet se procurarem, não precisam de utilizar os 3 óleos essências que eu coloquei, podem fazer outras combinações ou juntar apenas óleo essencial de limão.
Mais uma nota : se a esponja que usam fica suja, limpam primeiro em agua morna e só depois voltam a mergulhar na mistura que fizeram, garantindo-a desta maneira sempre limpa.
RO : De curand ( de vreo luna de zile) am intrat in lumea magica a uleiurilor esentiale ! Descopar putin cate putin beneficiile utilizarii lor zilnice, iar unul din obietivele mele este de a inlocui substantele chimice sintetice din produsele care ne inconjoara ( vorbesc in principal de medicamente, de produse cosmetice si de curatenie)
Astazi am facut o experienta si am preparat un Super Produs de Curatat : apa calduta, bicarbonat de sodiu, otet, ulei esential de Lamaie, de Menta si un mix antibacterian OnGuard, special facut de DoTerra.
Vreau neaparat sa impartasesc cu voi acest eveniment pentru ca am fost de-a dreptul uimita si o sa vedeti de ce: am spalat frigiderul, cuptorul, aragazul, usile de la dulapurile de bucatarie, masina de spalat vase ( pe afara si prin anumite locuri greu de ajuns), geamul de la usa de semineu, gresia din bucatarie si parchetul de pe hol si din sufragerie.
1. Am folosit doar un produs pentru toate aceste suprafete. – mai usor si mai practic
2. Am ramas uimita cu puterea directa si imediata de curatat, in special la cuptor ( unde erau niste urme de grasime greu de scos la care frecai de iti iesea prin piele 😛 ), si la geamul de la semineu. Nu a fost nevoi de frecare indelungata, am trecut doar cu buretele usor de cateva ori. De-a dreptul WOW! Iar inoxul, nici nu va spun cum straluceste!
3. Mirosul care a ramas in casa, frumos si calmant, linistitor, nu are absolut nimic in comun cu cel al produselor traditionale dupa care trebuie sa aerisesti.
4. 100% natural, fara nici un adaus de produse chimice sintetice!
Gasiti multe retete pe internet, nu trebuie sa le folositi pe toate cele 3 uleiuri, doar cel de lamaie este de ajuns. 
Nota : daca buretele se murdareste, spalati-l mai intai in apa calduta si apoi indroduceti din nou in preparatul de curatat. Astfel mixul nu se murdareste si el la randul lui si puteti sa spalati mai multe suprafete cu el, nefiind nevoie sa il pregatiti din nou!
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Peter Murphy e 8 anos do bruxinho Diogo /Peter Murphy si 8 ani cu vrajitorul Diogo

 

( Romaneste mai jos )

Pois é, já passaram 8 anos desde que temos o nosso pequeno artista ao nosso lado. Vou-vos contar só um pequeno aparte que marca o dia do nascimento dele.

Na véspera do dia 31, o Peter Murphy, um músico que eu e o Rui adoramos e que já vimos ao vivo várias vezes, tinha marcado um concerto em Ílhavo, a 5 km de Aveiro. Não comprámos bilhetes, pois sabíamos que era por volta desse dia que o Diogo estava previsto nascer. No entanto… no dia 29, na véspera do concerto, eu, o Rui e a minha mãe que estava cá nessa altura, estávamos a passear pelo centro da cidade, estava uma noite agradável. De repente, o Rui reconhece numa das esplanadas um dos membros da banda do Peter Murphy, o guitarrista Mark Gemini Thwaite. Sem pensar duas vezes, vai ter com ele. Comprimenta-o e depois de alguns minutos de conversa, o Mark perguntou : ” Vão assistir amanha ao concerto?” ao que o Rui explica a situação : não comprámos bilhetes por ser muito em cima da data do nascimento do nosso filho. Ao que ele pergunta : “Como é que se chamam? Vou deixar o vosso nome à entrada e se conseguirem ainda, podem ir, estão convidados!” 😀

Confesso que ainda ponderei se ia ou não ver o concerto. Mas decidi que era mais seguro ficar em casa a descansar, pois nessa altura nem sentada estava bem durante muito tempo. O Rui acabou por ir, acompanhado por um amigo. Lembro-me que o Rui ligou-me depois do concerto por volta da meia noite e perguntou-me se eu estava bem e se ainda podia ir beber uma cerveja. O que é certo é que as minhas águas romperam entre a 1h e 2h da manha e o Rui depois de beber precisamente uma cerveja teve de vir para casa para irmos todos para o hospital. 🙂 O Diogo nasceu apenas no dia seguinte, 31 de Outubro, às 15h05 da tarde, correu tudo bem e eu estava muito assustada, pois não sabia como é que era esta cena nova de ser mãe! 😛 Diz-se que temos 9 meses para nos habituarmos à ideia, mas de facto nada nos prepara para sermos pais!

Entretanto, já passaram 8 anos (quando? ) com este menino lindo, bem disposto e com espírito de artista, muito sensível e amigo de toda a gente. Adora todos os animais, brincar com eles e desenhá-los e o preferido dele são as hienas. O sonho dele é um dia ir para África salvar animais e também quer dar a volta ao mundo! 🙂

Como sempre, fiz um bolinho para levar à escola e partilhar com os colegas. Este ano foi de chocolate com cobertura de chantilly, fruta e pintarolas. A receita é bastante simples e rápida de fazer, inspirei-me num dos livros da Gabriela Oliveira e fiz algumas alterações. Aqui vai então:

  • 1 1/2 cháv. de farinha de espelta
  • 1/2 cháv. de farinha de amêndoa
  • 3/4 cháv. de açúcar mascavado (usei metade da receita original, se quiserem mais doce, juntem mais)
  • 1 c. sopa de linhaça moída
  • 5 c. sopa de cacau em pó
  • 1 c. sopa fermento em pó
  • 1 c. café bicarbonato de sódio
  • 1 1/2 cháv. leite de amêndoas
  • 1/2 cháv. óleo de coco ( mas podem usar um óleo qualquer)
  • 1 c. sobremesa sumo de limão

Coloquei os ingredientes todos na Yammi e coloquei no forno pré-aquecido a 180ºC por 25 – 30 minutos.

O chantilly comprei o de soja da Alpro e bati juntamente com açúcar de coco. Uma embalagem deu para usar para os dois bolos, o da escola e o da festa de casa.

Uma nota em relação a este bolo : é bastante massudo e intenso, e ao meu ver, fica bem com chantilly e fruta para equilibrar os sabores, senão com cobertura de chocolate, por exemplo fica muito pesado. No livro, a Gabriela sugere para fazer um segundo bolo igual e colocar por cima. Segui o conselho dela no bolo de casa ( ou seja, no total acabei por fazer 3 bolos iguais 🙂 ), mas realmente fica muito pesado e da próxima, vou simplificar e deixar só uma camada.

Ainda fiz uma tarte para a festinha de casa que fez um autentico sucesso, inspirei-me numa receita de uma página do Facebook, Rawtopia, é um bolo cru com abóbora. Confesso que não segui as quantidades, nem os ingredientes a 100 %, pois estava com pressa e usei a minha intuição. Aqui vai a receita, ela também bastante rápida e fácil:

  • 2 cháv. de nozes + 2 cháv. tamaras – trituradas grosseiramente na yammi, formam a base do bolo (usei uma daquelas com as margens destacáveis) – coloquei no congelador
  • 200g caju demolhados ( no mínimo 4 horas)
  • o puré de 1 abóbora butternut ( não foi essa que usei, mas serve a nível de quantidades. Cortei a abóbora ao meio, tirei as sementes e deixei a no forno por 1 hora)
  • 200g geleia de arroz
  • 100g manteiga de coco
  • 2 c. sopa canela + 1c. sopa gengibre em pó + 1 c. sopa anis estrelado em pó.

Triturei tudo na yammi e coloquei em cima da base. Foi tudo novamente ao congelador por algumas horas, 2 deve ser o suficiente. Retirei meia hora antes e coloquei no frigorífico. Por cima, coloquei canela. Ficou uma boa surpresa, toda a gente adorou, até a minha sogra disse para voltar a fazer no Natal! 🙂

E pronto, passou-se mais um ano, o Diogo ficou muito contente com as prendinhas que recebeu e com a presença dos primos e amigos portugueses na festa e da família romena em videoconferência! 😀

 

Da, asa este, parca nu imi vine sa cred, au trecut deja 8 ani de cand s-a nascut micul nostru artist. O sa va povestesc doar o intamplare de care imi aduc aminte mereu cand gandul ma poarta pana acum 8 ani. 

Pe 30 Octombrie, Peter Murphy, un artist de muzica Rock a carei muzica ne place mie si lui Rui, si pe care l-am vazut de cateva ori live, avea programat un concert aici in Ilhavo, la 5 km de Aveiro. Nu am cumparat bilete pentru ca stiam ca era foarte aproape de data prevazuta de nastere a lui Diogo. Totusi… pe 29, cu o zi inainte de concert, eu, Rui si mama mea, care venise sa stea la noi si sa ne ajute, ne plimbam prin centrul orasului, era o noapte foarte placuta. Dintr-o data, Rui l-a recunoscut la una din terasele din centru pe unul din membrii formatiei, ghitaristul Mark Gemini Thwaite. Fara sa ezite, s-a indreptat catre masa lui si intrat in vorba cu el. Dupa cateva minute de conversatie, Mark l-a intrebat daca venim la concert. Rui i-a explicat situatia, ca nu venim pentru ca nu stim daca Diogo se naste sau nu intre timp. La care, Mark ii raspunde ca suntem invitatii lui si ca ne lasa numele nostru la intrare daca reusim sa mergem! 😀

Marturisesc ca m-am gandit putin daca sa merg sau nu. Dar am hotarat ca e mai sigur sa stau in casa si sa ma odihnesc, cu o sarcina de 9 luni , nici asezata pe scaun nu stateam confortabil mult timp. Iar Rui s-a dus cu un prieten. Imi aduc aminte ca m-a sunat dupa ce s-a terminat concertul, pe la miezul noptii sa ma intrebe cum ma simt si daca inca poate sa mearga sa bea o bere. Pe la 1 mi s-a rup apa si dupa ce terminase de baut exact o bere, a trebuit sa vina fuga acasa sa mergem cu totii la spital. ( da, aici limita alcoolemiei in sange nu este 0 ca in Romania, iti da libertatea sa bei un pahar de vin sau o bere). Diogo s-a nascut a doua zi, pe 31 Octombrie la 15h00, a decurs totul bine, iar eu eram cam inspaimantata de noua mea realitate, nu prea stiam eu cam cum e chestia asta de a fi mama! 😛 Se spune ca ai 9 luni de zile sa te obisnuiesti, dar adevarul este ca nimic nu te pregateste sa fii parinte!

Intre timp au trecut deja 8 ani ( cand? ) langa acest baietel frumos, vesel si cu spirit de artist, foarte sensibil e prieten cu toata lumea. Adora animalele, ii place sa se joace cu ele si sa le deseneze, iar preferatele lui sunt hienele. Visul lui este sa mearga intr-o zi in Africa sa salveze animale. Deasemea vrea sa faca ocolul pamantului! 🙂

Ca intotdeauna in ultimii ani, am facut un tort pentru la scoala si altul pentru acasa. Anul acesta am incercat o reteta noua de Tort de Ciocolata cu frisca, fructe si bombonele. Reteta este simpla, m-am inspirat din una din cartile unei portugheze vegetariene, dar am facut totusi cateva schimbari la reteta originala. 

  • 1 1/2 cani de faina de spelta
  • 1/2 cana de faina de migdale
  • 3/4 cana de zahar brun (am folosit jumatate din reteta originala, daca vreti puteti sa mai adaugati)
  • 1 l. seminte de in macinate
  • 5 l. cacao 100% 
  • 1 l. praf de copt
  • 1 lta bicarbonat de sodio
  • 1 1/2 cani lapte de migdale
  • 1/2 cana ulei de cocos ( dar puteti folosi orice ulei)
  • 1 lta. suc de lamaie

Am pus toate ingredientele la robot si apoi la cuptorul pre-incalzit la 180ºc pentru 25-30 minute.

Frisca am cumparat Alpro de soia si am adaugat zahar de cocos ca indulcitor. O cutie de 200g a fost suficienta pentru amandoua torturile, de la scoala si de acasa.

Vreau sa las niste comentarii in legatura cu tortul : este foarte intens si greu, este bun cu frisca si cu fructe sa echilibreze gustul. Cu ciocolata pe deasupra, de exemplu, cum sugereaza autoarea in carte, mi se pare cam greu si cu gust prea puternic. Tot in carte era sugerat sa facem un al doilea tort pe care sa il punem deasupra. Am urmat sfatul ( adica am facut in total 3 torturi la fel 🙂 ), dar am ajuns la concluzia ca nu merita, data viitoare, o sa simplific si o sa las numai un strat.

Am vrut sa mai incerc un alt desert, o tarta de dovleac cruda, care a facut mult succes. M-am inspirat de la o pagina de pe facebook, Rawtopia, un bucatar de cruditati din Statele Unite. Nu am urmarit exact ingredientele si cantitatile, pentru ca ma grabeam si mi-am ascultat intuitia 🙂 . Reteta v-o las si voua, e si ea destul de simpla si rapida de facut:

  • 2 cani mieji de nuca + 2 cani curmale – triturate nu foarte fin la robot, au format baza tartei (am folosit o forma de la care se scot marginile) – am pus la congelator
  • 200g caju pus la inmuiat ( minim 4 ore)
  • puré de la un dovleac butternut ( nu am folosit din asta, doar las asa ca sa va dati seama cam cata cantitate am folosit. Am taiat dovleacul in jumatete, i-am scos semintele si l-am pus la cuptor o ora) 
  • 200g sirop de orez
  • 100g unt de cocos
  • 2 l scortisoara + 1l. ghimbir + 1 l. anason

Am triturat totul la robot si am pus deasupra bazei. Am lasat din nou la congelator vreo 2 ore, iar inainte de servire am pus la frigider 30 minute. Deasupra am decorat cu scortisoara. A fost chiar o surpriza excelenta pentru toata lumea, le-a placut la toti, iar soacra mea chiar a zis ca ma asteapta sa repet reteta de Craciun! 🙂

Si uite, asa a mai trecut inca un an, Diogo a fost fericit cu cadourile pe care le-a primit si cu prezenta verisorilor si a prietenilor la petrecere, si a familiei romanesti prin videoconferinta! 😀 

 

Outubro, praia e cidade / Octombrie, plaja si oras

 

( In romaneste, mai jos )

Ainda aproveitamos ao máximo este tempo de verão com temperaturas máximas de 32ºC, que para a nossa cidade, Aveiro nem no verão temos. Infelizmente isso não é bom para o nosso planeta, pois as estações estão todas trocadas e neste momento há muitas terras que precisam de chuva…

No sábado, os meninos foram com o pai a praia desde manhã e eu fui juntar-me a eles depois do almoço, estava realmente um dia fantástico, quentinho mas não em demasia, como há poucos dias no verão. Para variar, o André passou o tempo todo na água, e o Diogo a brincar com os animais da Playmobil na areia e a criar histórias. 🙂 Á noite, caíram cansados na cama depois de jantarem sopinha e fruta, para ficarem hidratados depois de tantas horas ao sol.

Hoje, tínhamos planeado para partilharmos o almoço num piqunique, chamado também de Piqueniqueternura, com o grupo do qual fazemos parte, e que se reúne regularmente no espaço cedido pela Maternura (um centro de infância em Ilhavo, cujas instalações têm um quintal enorme atrás, e onde as crianças têm a liberdade de serem crianças). O evento acabou por não se realizar, por doença / virose de várias pessoas implicadas, mas se quiserem espreitar e participar da próxima vez , podem faze-lo aqui. Trata-se de um grupo informal que nasceu de dois movimentos de cidadãos inspirados no movimento das Transition Towns, o Mães de Transição e o Aveiro Em Transição. Numa sinergia entre estes dois movimentos, surge então o grupo local Famílias em Transição Aveiro, que procura estreitar e potenciar os muitos pontos em comum dos dois conceitos: a partilha, a sustentabilidade e qualidade de vida das famílias.

Com esse evento cancelado, acabamos por almoçar em casa, as nossas batatinhas assadas com grão de bico ( uma receita antiga , mas melhorada com o grão de bico e no forno ficam crocantes e saborosas), quinoa com cenoura, passas e caju e uma enorme salada. Também tinha feito um bolinho para levar e partilhar no piquenique, mas que serviu de lanche cá em casa. A receita tirei do site da minha amiga Maria de Lurdes Feitor Carapelho – Bolo de coco. A receita é bastante simples :

3 cháv/xícaras de farinha de trigo – usei farinha de aveia
1 1/2 cháv/xícaras de açúcar – substitui por mascavado e apenas 1/2 chávena
1 e 3/4 cháv/xícara de leite de coco
1/3 de cháv/xícara de óleo – coloquei óleo de coco
1 colher de sopa de fermento
coco ralado (para a massa e a calda)

O bolo ficou bestial, palavras do Diogo! 😛

A tarde fui sair com os meninos até ao parque de Aveiro onde fomos passear e ver os patinhos e os peixinhos a serem alimentados pelas pessoas com pão ( pessoalmente acho que deveria ser proibido, pois não sei se o pão branco é alimento adequado para patos e peixes… para não falar que alteram o ambiente e a alimentação dos mesmos ).

Depois, ainda fomos ter com outros amigos nossos, colegas e amigos da escola dos meninos e que convidaram as crianças a fazerem parte de um pequeno filme que vai promover um produto a ser desenvolvido para os pequenos ciclistas urbanos. Aveiro, por natureza é uma cidade plana e tem as famosas BUGAS, as bicicletas gratuitas que qualquer turista pode alugar a custo “0”. A cidade tem muito potencial e é por causa disso que a Joana Ivonia , uma das fundadoras da Lanterne Rouge, e do Ciclaveiro ( inserido também no movimento Aveiro em Transição), incentiva os cidadãos e as crianças a utilizarem a bicicleta nas deslocações diárias entre casa e o trabalho/escola ou na ida às compras / passeio. O Sebastião, o filho da Joana, vai praticamente todos os dias de bicicleta para a escola, juntamente com o grupo de outras crianças da escola que aderiram a campanha Serpente Papa-Léguas – Jogo da Mobilidade, criada para incentivar as viagens sustentáveis nas idas para a escola. Infelizmente a nossa localização não permite aos nossos meninos se juntarem á Serpente, mas adoram andar de bicicleta, recentemente sem rodinhas e cada vez mais confiantes.

E assim passou-se mais um fim de semana, com muitas horas ao ar livre, aproveitando o bom que temos em Portugal : o tempo, a praia, a cidade, os amigos! 🙂

 

Inca profitam la maxim de timpul de vara pe care il avem in octombrie, cu temperaturi care au ajuns la 32ºC aici la noi in oras, unde nici macar vara nu sunt asa de ridicate. Din nefericire, nu este bine pentru planeta, nu mai avem anotimpuri si lipsa ploilor se simte, pamantul fiind din ce in ce mai uscat…

Sambata, cei 3 baieti au fost la plaja de dimineata, iar eu m-am alaturat dupa pranz, era o zi splendida, cald dar nu foarte tare, si fara vant, cum sunt putine zile vara. André, bineinteles a stat tot timpul in apa la balacit, iar Diogo si-a luat animalele Playmobil si a inventat povesti cu ele pe nisip. 🙂 Seara au cazut obositi in pat dupa ce au mancat supa si fructe, pentru o buna hidratare dupa atatea ore la soare.

Astazi aveam in plan sa facem un picnic la pranz cu un grup de alte familii din care facem parte si care se reuneste o data pe luna in curtea cu spatiu verde al unei gradinite de aici din apropiere. Este un grup de suport / ajutor al mamelor cu copii care face parte dintr-o miscare Aveiro in tranzitie (care la randul ei face parte din miscarea mondiala a oraselor “in tranzitie”  cu obiectivul de a evolua spre un oras mai curat si auto-sustentabil).

Nu s-a mai realizat picnicul, diverse persoane erau bolnave asa ca am mancat acasa. Am facut cartofi la cuptor cu naut ( reteta mai veche aici in casa, dar acum imbunatatita cu boabele de naut care la cuptor devin crocante si delicioase). Am facut si quinoa cu morcov, caju si stafide si o salata mare. Facusem si o prajitura sa o iau cu mine la picnic, dar a ramas pentru noi ca si desert si gustare. Reteta este destul de simpla, asa cum imi place mie 🙂

Prajitura de cocos

3 cani de faina  – am folosit de ovaz
1 1/2 cani de zahar – am inlcuit cu zahar brun si doar 1/2 cana
1 3/4 cani de lapte de cocos
1/3 cani de ulei  – am pus ulei de cocos
1 lingura de praf de copt
cocos ras (pentru compozitie si glazura)

Am pus toate ingredientele la robot, apoi la cuptor pre incalzit, la 180ºC pentru 45 de minute. Glazura am incalzit lapte de cocos cu fulgi de cocos si am pus pe deasupra. Prajitura a iesit bestiala, cuvintele ii apartin lui Diogo! 😛

Dupa pranz am scos baietii din casa si ne-am dus in parcul orasului unde ne-am plimbat si am vazut cum lumea alimenta la greu pestii si ratele cu paine ( parerea mea personala este ca ar trebui interzis, deoarece nu stiu daca painea este un aliment potrivit pentru rate sau pesti si le modifica ambientul si alimentatia lor naturala..)

Apoi ne-am dus sa ne intalnim cu un alt grup de prieteni, colegi si prieteni de scoala ai baietilor, care i-au invitat sa faca parte dintr-un filmulet care va promova un produs utilizat de micii ciclisti urbani. Aveiro este un oras plan, unde turistii pot inchiria gratis biciclete pentru a parcurge traseele pe doua roti. Orasul are mult potential si de aceea, prietenii nostri, un cuplu cu un copil, disigneri ca si profesie, au diverse proiecte legate de mobilitatea urbana. Unul dintre ele se numeste Sarpele si reuneste un grup de copii insotiti de adulti care fac parcursul zilnic casa – scoala cu bicicleta. Din pacate, locatia noastra nu ne permite sa ne alaturam lor, dar baietii nostri au descoperit de curand o noua pasiune, mersul pe bicicleta, mai ales de cand au invatat sa mearga fara rotite si au castigat incredere in ei.

Si uite asa a trecut inca un week-end, cu multe ore petrecute in aer liber, profitand la maxim de ceea ce avem bun in Portugalia : vremea, plaja, orasul si prietenii! 🙂

Domingo, scones com maça, praia e passeio / Duminica, briose “scones” cu mere, plaja si plimbare

Fim de semana, apetece-me comer algo doce (para variar). A desculpa é sempre “para os meninos”. De facto, sou a primeira gulosa cá de casa, admito! 😛

Então, domingo de manhã, levantar da cama ás 9h, ai que sabe tão bem! ( 🙂 Oh, está bom tempo lá fora, diz o Rui, vamos para a praia! Ok, vamos, mas deixa-me fazer umas coisinhas rápidas para levarmos connosco e evitar de comer porcarias! Os meninos, foi preciso quase arrasta-los, por eles ficam sempre em casa a brincar e a ver desenhos animados.

Rápido, rapidinho fiz uma pesquisa no Universo dos alimentos , o blog de uma querida amiga minha, Maria de Lurdes Carapelho, e entre várias opções de sones vegetarianos, escolhi estes por serem diferentes e terem maça : Compassionate Cuisine. 

Foi mesmo rápido de fazer, segui os ingredientes e os passos, como ideia geral, mas fiz as seguintes alterações :

– usei 2 chávenas de farinha de aveia em vez de 1 de aveia e outra de trigo
– coloquei mais canela (muito mais 😛 )
– juntei coco ralado
– como gordura – óleo de coco, para adoçar – geleia de arroz, as quantidades ambas a olho! 😛
– não segui os passos quando foi para passar para uma banca e formar uma bola, apenas tirei com uma colher pequenos montes para o tabuleiro+papel vegetal, pois estava com pressa. Também comi directamente da taça, estava mesmo bom! 😉

Saíram bastantes, sinceramente não contei, mas a ideia é que toda a gente adorou e serviram de snack / almoço juntamente com umas maças e bananas.

O dia foi muito fixe, tempo de verão em outubro, o André, para variar quis ir a agua brincar com a bola. Sim, a água tinha uns 15 graus e eu estava cheia de frio, fiquei abrigada na esplanada o tempo todo. O André é um tolo e um aventureiro, e eu, uma mãe que tenta não ser muito galinha 🙂 . A seguir também fomos ao Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré, passear e visitar o Navio Santo André! Sabiam que a entrada é grátis todos os segundos fins de semana de cada mês? Tanto para o Navio, como para o Museu Marítimo de Ilhavo!

Ficou a vontade de voltar para o jardim passar mais tempo, com uma mantinha e com mais comida para fazermos um piquenique e trazer as bicicletas dos meninos também. Em conclusão, passamos 5 horas com os meninos ao ar livre, até bastante tempo para quem não queria sair de casa! 😛

 

Week-end, pofta si timp de facut ceva dulce. Hmmmm… Scuza e mereu ca e pentru cei mici, dar eu sunt, cred, mai rau decat ei, recunosc! 😛 

Duminica dimineata, lenevit in pat pana la 9h, ah, ce bine este… E soare afara, zice Rui. Hai sa mergem la plaja! Bine, zic eu, dar stai sa fac ceva repede sa luam cu noi, sa nu ceara copiii bazaconii pe acolo. Da, ei nu vroiau sa iasa din casa, daca ar fi dupa ei, ar sta tot timpul sa se joace si sa vada desene animate.

Ce sa fac, ce sa fac? asa repede, repejor? m-am gandit eu. Am cautat pe un site al unei prietene mele portugheze, unde ma redireciona catre altele si am ales sa fac niste briose scotiene ( sau irlandeze, nu stiu exact care este originea lor, noi le-am mancat si in Scotia si in Irlanda). Se numesc scones. Am gasit o reteta care ma incanta, am facut cateva schimbari si cam asa a iesit:

  • 2 cani de faina de ovaz 
  • 1 lingura de praf de copt
  • 1/2 lingurita de sare
  • scortisoara ( in reteta era tot 1/2 lingurita, dar eu am pus mult mai mult)
  • 1/3 cana de sirop de orez ( era sirop de artar, dar nu aveam)
  • 1/3 cana de ulei de cocos ( eu am cam pus dupa ureche)
  • 1/4 apa calduta (iarasi, am pus mai mult, am tot adaugat cand am vazut ca iese cam uscata)
  • 3 mere decojite si taiate cubulete
  • am adaugat si fulgi de cocos, desi nu erau in retete ( de aceea probabil, nevoia de mai multa apa)

Am amestecat ingredientele uscate si cele umede separat, apoi impreuna intr-un castron, cu o lingura, la sfarsit am pus si cubuletele de mar si am inceput sa mananc din castron crud asa inainte sa le pun la cuptor! 😛  Apoi le-am pus cu lingura in tava pe hartie vegetala si cu ele la cuptor pana s-au rumenit. Le-am lasat sa se raceasca ( sau nu 🙂 ), le-am impachetat si le-am luat cu noi la plaja, impreuna cu o sticla cu apa, mere si banane.

La plaja, André bineinteles ca a intrat in apa, ca doar de asta a venit (vorbele lui), iar eu stateam zgribulita la terasa si ma uitam la el cum se balaceste in apa de 15º C, incercand sa nu fiu o mama extrem de stresata! 😛

Am fost si intr-un parc din zona unde este naufragiat un vapor si transformat in muzeu. L-am vizitat toti 4 , ne-am plimbat prin parc si dupa 5 ore de stat in aer liber am plecat acasa cu gandul sa ne mai intoarcem si cu bicicletele si cu alte bunatati si sa facem un picnic serios! 🙂

Bárbara Magalhães – “Somos todos iguais no nosso desejo de liberdade e respeito”

  1. Podes te apresentar, dizer algumas coisas sobre ti para te conhecermos melhor?

Chamo-me Bárbara, tenho 37 anos, sou uma eterna curiosa, apaixonada por pessoas, animais, sensações, pormenores, completamente deslumbrada pela vida, vegana de corpo e alma, mãe de um filho com 5 anos, licenciada em Psicologia, autora do livro “Lexy, o menino vegano”.

2. Quando decidiste alterar a tua alimentação e qual foi a razão?

Foi em Maio de 1998, após assistir a um vídeo que a PETA passou num programa duma estação portuguesa, sobre a exploração de animais (alimentação, circos, laboratórios, etc.). Foi um choque absoluto, acordei os meus pais com o meu choro. Foi tão duro, que não conseguia estar nas aulas (estava no secundário), as imagens saltavam-me a toda a hora à cabeça, só conseguia chorar. Nesse momento decidi deixar de comer animais, mas só deixei completamente no início de 1999, porque a minha mãe ia-me fazendo umas rasteiras, misturando umas coisas na sopa, etc. Nessa altura ainda acreditava que comer lacticínios e ovos era perfeitamente natural, necessário e isento de sofrimento, só mais tarde, com o aprofundar das coisas, me fui apercebendo que havia mais a fazer.

3. Por onde é que começaste, aconteceu de um dia para o outro, ou foi um processo? O que achas que foi importante para ti nesse processo de transição para continuares no caminho?

Como disse acima, primeiro deixei o consumo de animais, e só 10 anos depois, os derivados (embora tivesse longos períodos de vegetarianismo estrito). Gostaria de ter deixado tudo duma vez, é algo que ainda me custa perdoar, mas foi assim.

Na minha opinião, para dar este passo e mantê-lo, é importante saber da realidade. Sei que muita gente se esconde das imagens, porque não quer deixar de comer o que come, mas acreditem que a nossa imaginação é insuficiente para desenhar realmente o que se passa com os animais diariamente. Nem todos precisam de ver vídeos, podem ler, podem conversar com alguém, etc. Embora já o tenha feito, principalmente no inicio da minha caminhada, hoje não acredito em forçar essas imagens às pessoas, mas acredito em recomendá-las, avisando-as de que o que vão ver é feio, muito feio (é provavelmente a coisa mais feia que já viram na vida). Claro, falo de adultos, não de crianças. As crianças, se desde pequenas são educadas a respeitar os animais e a vê-los como animais e não alimentos, encaixam isto muito bem. Não precisam de saber que fazem x ou y às vacas ou aos perus. Um adulto é que já foi de tal forma condicionado e já vive de tal forma dessensibilizado, que muitas vezes precisa do clique, como eu precisei. Deixar de comer animais foi muito simples para mim, pois a partir do momento em que vi o sofrimento destes seres, eu soube que não queria mais contribuir para isso. Animais deixaram de ser alimento para os meus olhos ou estômago, passaram a ser simplesmente animais como eu.

4. Quais foram as reações da tua família? Moras com alguém, eles também alteraram os hábitos alimentares? Se tiveres filhos, como foi o processo para eles?

Na altura morava com os meus pais e o meu irmão e sinceramente não reagiram muito bem. No primeiro ano, como já mencionei, a minha mãe ia misturando carne na sopa, punha knorr na jardineira de soja, preparava comida para me tentar fazer mudar de ideias, etc. Ainda esse ano entrei na faculdade, fui morar sem os meus pais, e aí ficou decidido dentro de mim e com eles, que animais estavam completamente fora do meu prato.

Os meus pais não alteraram hábitos alimentares, mas o meu irmão deixou de comer animais uns anos mais tarde. Eu tenho um filho com 5 anos, que é vegetariano desde sempre. Para ele o processo foi simples, porque é a normalidade aqui de casa. Mesmo agora que entrou no Jardim de Infância (só entrou com quase 5 anos) conversei com ele, para saber se se sentia mal por comer diferente dos amigos e se preferia comer como eles e ele disse que não, que quer que continuem a preparar a comidinha vegetariana dele. Já pediu para comer bolo não vegano na escola, só porque o aspecto era igual aos dos bolos veganos, mas foi resolvido facilmente, tendo agora sempre alternativa para os dias em que os amigos levam bolos. Não posso garantir que ele será vegetariano a vida toda, porque ele é ele, tem o caminho dele,  porque a vida dá mil voltas, passamos por mil fases, etc., mas para já tem sido muito pacífico.

5. Qual é que foi o alimento / ingrediente mais difícil de largar? Arranjaste algum “substituto”?

Sem dúvida alguma, o queijo! Eu deixei de beber leite rapidamente, porque me metia nojo, mas o queijo era o que me fazia recuar constantemente. Hoje sabe-se que o queijo tem uma substância aditiva. A solução que arranjei foi, durante uns meses, usar queijo vegetal de qualidade em tudo e mais alguma coisa. Comia todos os dias, em pizzas, tostas, lasanhas, etc. Usei durante uns tempos até o meu corpo se desabituar do outro. Hoje já não sinto vontade alguma de comer.

6. Tens algum ingrediente/receita que antes desconhecias e que agora simplesmente adoras? E uma receita que tem sempre sucesso com os outros?

Eu não sabia nada de comida vegetariana. Acho que a primeira vez que ouvi falar de vegetarianismo foi justamente nesse programa de TV. Até aí, em todas as refeições que comia, havia algo de origem animal. Por isso, tudo que fiz a partir daí, foi novo. Receitas que têm sempre sucesso com os outros (embora raramente faça para mim): tofu à Brás, pizza vegana, seitan panado, empadão, bolo cru.

7. Qual é o tipo de alimentação que tens hoje em dia? Podes descrever um dia a dia normal?

Hoje em dia tento fazer uma alimentação mais crua. Tive fases em que comia 100% cru, e fases em que comia tudo cru excepto uma refeição por dia. Para mim, e repito, para mim, é a alimentação que faz sentido porque pude verificar que realmente faz diferença na minha saúde, na minha energia e vitalidade. Num dia ideal, começo o dia com um batido, onde tento misturar fruta, superalimentos, algum verde, mais tarde uma refeição cozinhada, e no resto do dia continuo com coisas cruas. Noutros dias, inicio igualmente com batido, mas incluo mais cozinhados. Aqui em casa não tenho horas rígidas para comer, nem número rígido de refeições por dia. Acredito mais em ouvir o corpo, mesmo quando ele pede que coma bem menos.

8. Como é que fazes quando comes fora? Tens algum lugar preferido?

Infelizmente na minha zona não há restaurantes vegetarianos! Por incrível que pareça, o restaurante mais próximo fica a cerca de 75km! (Ninguém se quer aventurar a abrir um em Viana do Castelo? 🙂 ). Por isso, quando como fora, tento ir a restaurantes onde já me conhecem e já costumam preparar algo melhorzinho. Mas ainda vou a muitos onde como sopa, arroz, batatas e salada. (vocês sabem como é). Deveria pelo menos haver uma opção vegetariana em todos os restaurantes.

9. Notas alguma diferença na maneira como te sentes antes e depois da alteração da alimentação? A nível físico, mental, emocional?

Quando deixei de comer animais, a minha saúde piorou imenso. Sim, leram bem, mas antes que alguém se possa alegrar com esta frase e exclamar “vêem? A carne é necessária!”, não, não foi o facto de eliminar os animais que agravou a minha saúde, mas o facto de ter passado a incluir lacticínios e ovos em todas as minhas refeições. Foi esse o meu drama. Deixei um lado, e destruí do outro.

Tinha imensos problemas respiratórios, como asma, rinite, sinusite, que agravaram muito, ao ponto de fazer visitas assíduas ao hospital, de usar bomba semanalmente, etc. Tinha muitas alterações de peso, alterações hormonais, problemas de pele, problemas de estômago, etc. Já tinha tido uma infância muito feia a este nível, na adolescência a coisa acalmou um pouco, mas voltou a piorar nessa altura novamente. Agora percebo que aquilo que afectava a minha saúde desde o dia em que saí da maternidade, era o leite de vaca. Todos os meus problemas de saúde desapareceram quando eliminei os lacticínios. Embora tenha dado este passo pelos animais, tive este bónus. Podem ler o meu relato completo aqui: O melhor passo que dei para a minha saúde.

10. Tiraste algum curso, workshop de alimentação? Podes nos deixar alguns nomes de pessoas que te inspiram?

Nunca tirei cursos de alimentação, mas já assisti alguns workshops de comida crua. Pessoas que me inspiram a nível de alimentação: todas aquelas que são vegetarianas e felizes com aquilo que comem. Nisto mudei bastante de há um ano para cá. Se me fizesses esta pergunta em 2015, eu teria dito uma série de nomes de crudívoros famosos, porque o meu foco aí era comer 100% cru e achava que toda a gente deveria fazê-lo. Hoje não penso assim (este ano que passou deu-me belas lições). Hoje penso que a alimentação crua é o melhor que posso dar ao meu corpo, mas o meu foco é o meu foco, o meu caminho é o meu caminho, isto faz sentido para mim e dá-me gosto traçar a caminhada assim. Incomoda-me que alguém consuma animais e derivados, porque aí estão a afectar directamente a vida de milhões de animais, mas sendo vegetariano, se um quer comer tudo cru e outro tudo frito, aí é a liberdade e o corpo de cada um.

11. Sei que publicaste recentemente um livro sobre o veganismo para crianças, queres falar nele?

Sim, chama-se “Lexy, o menino vegano”, foi inspirado na vivência com o meu filho Aléxis e em todas as crianças das famílias veganas e vegetarianas que fui conhecendo ao longo dos anos. Por ser vegetariana há tanto tempo, fui contactando com muitas famílias e fui-me apercebendo das suas (nossas) dificuldades. Quando o meu filho nasceu, verifiquei também que faltava um livro em português que lhe pudesse ler sobre o assunto, um livro que lhe mostrasse que a forma como vivemos não é esquisita ou rara, um livro que normalizasse o assunto, que o trouxesse à luz, que pudesse ajudar a mudar esta ideia de que os vegetarianos são ainda uma minoria quase inexistente. Acho importante e urgente transmitir esta mensagem de compaixão e respeito pelos animais a todos, e, de facto, tenho ficado muito feliz por ver o livro ser vendido a muitas famílias não vegetarianas, que conseguem ver nele uma mensagem de sensibilização positiva e não imposta, que conseguem perceber que há algo que pode ser feito, mesmo que não estejam prontas a fazer tudo duma vez.

O processo de escrita e planeamento deste livro foi muito interessante, pois começou por ser uma história, que se foi alongando muito ao tentar inserir nela vários pontos que desejava incluir. Aquilo que eu queria que fosse simples e directo, estava a tornar-se num livro longo demais para ser lido até ao final. Escolher o típico formato de ABC e escolher escrevê-lo em rima, foi só uma forma de obrigar-me a controlar a escrita e poder abordar vários assuntos sem escrever quase uma enciclopédia. Foi um processo moroso, com momentos frustrantes, escrito durante um ano particularmente complicado para mim. Mas foi a elaboração deste livro que me ajudou a levantar a cabeça e olhar duma forma mais positiva para o futuro, pois sabia que era algo que tinha de ser feito. Escrevê-lo ensinou-me muito. Agradeço muito à ilustradora Tânia Bailão Lopes, pela paciência e sensibilidade que teve ao longo deste processo. Esta obra tem muito de mim, muito do amor que sinto pelos animais, muito do amor que sinto pelo meu filho e muito do amor e da compaixão que sinto pela nossa própria espécie que, embora perdida (a vida não é fácil…), deseja exactamente o mesmo que desejam todos os animais: uma vida em liberdade. Somos todos iguais no nosso desejo de liberdade e respeito.

12. Tens alguma mensagem que queres deixar?

Informem-se, leia, falem com vegetarianos experientes, em vez de falarem com médicos e nutricionistas completamente despreparados. Ainda há muito aquela ideia do “agora tens de aprender a substituir a carne e o peixe”. Os produtos de origem animal não são necessários, logo, não precisam ser substituídos! Nós precisamos de nutrientes, de vitaminais, proteínas, minerais, água. Há esta ideia errada de que um vegetariano tem de quase tirar um curso de nutrição e quem come animais e derivados, não precisa de saber nada. Se querem tornar-se vegetarianos peçam ajuda, falem em fóruns adequados, procurem profissionais de saúde informados. Há, infelizmente, ainda uma quantidade grande de mitos que circulam como verdades absolutas, temos de aprender a filtrar. É um passo que vale mesmo a pena dar, não só pelos animais, mas pela nossa saúde, pelo nosso planeta, pelos nossos filhos. E façam o favor de ser muito felizes! Quando estamos felizes, fazemos os outros felizes, animais humanos e não-humanos.

13. Tens algum blogue ou página onde as pessoas te podem encontrar?

Blogue: https://barbaraword.wordpress.com/

Página do blogue no facebook: https://www.facebook.com/barbarawords/

Página do meu livro“Lexy, o menino vegano”: https://www.facebook.com/LexyOMeninoVegano/

Página pessoal: https://www.facebook.com/IndigoGi

Madalena Batista – “O planeta é de todos e cabe-nos a todos cuidar dele”

 

  1. Podes te apresentar, dizer algumas coisas sobre ti para te conhecermos melhor?

O meu nome é Madalena, tenho 22 anos e sou de Almada. Estou quase a terminar a minha licenciatura em informação turística e espero vir a exercer a profissão de guia interprete. Nos meus tempos livres pratico dança contemporânea, gosto de ler e de passear pela natureza. A minha grande paixão são os animais, e por eles dou a minha voz.

  1. Quando decidiste alterar a tua alimentação e qual foi a razão?

Há cerca de um ano comecei a alterar a minha alimentação. Tudo começou quando fiz um estágio num hotel e conheci uma amiga minha, a Bárbara. Costumávamos ir sempre almoçar ou jantar juntas no refeitório do hotel e eu estranhava o facto de ela muitas das vezes só comer os acompanhamentos. Dizia-lhe eu que ela deveria estar sempre com fome! Foi aqui que posso dizer que tudo começou. A Bárbara contou-me o porquê de não comer nem a carne nem o peixe. Depressa me interessei pelo tema e comecei a investigar mais. Desde essa altura, estreei-me com os documentários sobre as industrias que chamo de “morte”, documentários sobre a destruição do nosso planeta e posso dizer que me senti chocada e muito triste! Senti que tinha um dever e que não queria contribuir mais para aquele sofrimento e tortura que nunca me tinha passado antes pela cabeça.  Hoje posso dizer que sou vegana e foi a melhor decisão que tomei em toda a minha vida. Sou feliz assim! O planeta é de todos e cabe-nos a todos cuidar dele.

  1. Por onde é que começaste, aconteceu de um dia para o outro, ou foi um processo? O que achas que foi importante para ti nesse processo de transição para continuares no caminho?

Primeiro deixei a carne. Não foi difícil. Confesso que o que mais me custou foi o peixe, principalmente o atum que comia bastante. Foi um processo como tudo na vida. Ao fim de meio ano, já só comia os ovos o leite e o queijo. Por outro lado, comecei também a estar atenta aos rótulos, deixei de consumir tudo o que fosse processado e deixei os refrigerantes (que mal que fazem)! Para mim este processo ajudou-me muito a crescer em vários campos, principalmente o da espiritualidade e sinto-me muito grata por isso. Mente sã em corpo são! 🙂

  1. Quais foram as reações da tua família? Moras com alguém, eles também alteraram os hábitos alimentares?

A minha mãe aceitou e acha que sou muito corajosa. Agora também faz muitos cozinhados vegetarianos e está entusiasmada em aprender sempre mais! Também nunca tive problemas com a família. O que sinto que mudou foram as saídas para almoçar/jantar fora. É muito difícil para mim frequentar os mesmos restaurantes que os meus pais frequentam, porque também ainda não há quase nenhuns restaurantes vegetarianos na margem sul. Por outro lado, os meus pais também já não comem tanta carne como comiam e o meu namorado alterou MUITO a alimentação. Já não come todo o tipo de carne, não bebe leite e quando está comigo quer sempre comer os meus cozinhados . Para além disso, passou também a respeitar mais os animais e ganhou um certo carinho por todos eles sem qualquer distinção! Quando vou às compras o que acho que aborrece um pouco quem me acompanha, é o facto de estar sempre atenta aos rótulos :).

  1. Qual é que foi o alimento / ingrediente mais difícil de largar? Arranjaste algum “substituto”?

O que mais me custou foram os ovos e o queijo. Não consigo arranjar substituto, mas isso não é um problema. O facto de ter conseguido “veganizar” quase todas as comidas deixou-me muito satisfeita. A gratidão que sinto por estar neste caminho supera tudo!

  1. Tens algum ingrediente/receita que antes desconhecias e que agora simplesmente adoras? E uma receita que tem sempre sucesso com os outros?

Sim! Adoro a soja! Não abuso dela, mas quando chega aquele dia da semana que me apetece uma comidinha mais gulosa, faço uma bolonhesa de soja e cogumelos com esparguete (a minha comida preferida!) Também gosto muito de fazer molho de levedura de cerveja! É uma delicia e confesso que a utilizo também muito na sopa. Hoje, sei perfeitamente que não é preciso nenhum animal para ficar satisfeita com as refeições!

  1. Qual é o tipo de alimentação que tens hoje em dia? Podes descrever um dia a dia normal?

Ao pequeno almoço costumo fazer uma tijela de cereais, com bagas de cranberry, sementes de chia/sésamo ou girassol e acrescento SEMPRE uma colher grande de linhaça (o meu ómega 3 matinal). Outras vezes faço sumo de laranja natural e acompanho com pão caseiro. A meio da manhã como sempre uma peça de fruta com um iogurte natural da Provamel e algumas bolachinhas. Ao almoço posso comer por exemplo alho francês à brás com espinafres, sem nunca me esquecer da sopa antes! A meio da tarde gosto de comer por exemplo uma salada crua com frutos secos e uma peça de fruta. Ao jantar, novamente um prato de sopa e posso fazer por exemplo um caril de lentilhas e cogumelos com arroz e salada de tomate, alface e couve roxa. Durante o dia bebo sempre bastante água e tenho preferência pela água de Monchique por causa do PH alto.

  1. Como é que fazes quando comes fora? Tens algum lugar preferido?

Posso dizer que ando sempre com a marmita atrás :). Sou desconfiada e não gosto muito de ir a restaurantes normais porque mesmo que me tentem fazer um prato sem cadáveres, eu desconfio sempre. Pode haver sempre quem me frite as batatas no mesmo óleo onde foram fritos panados. (um exemplo). O restaurante vegano que costumo ir muitas vezes e gosto muito é o “Vegana Burgers”. Estou viciada e espero que abram um restaurante cá na margem sul.

  1. Notas alguma diferença na maneira como te sentes antes e depois da alteração da alimentação? A nível físico, mental, emocional?

Sem dúvida. Como tinha dito, a minha alteração da alimentação contribuiu para a elevação da minha consciência e para um grande crescimento a nível espiritual. Olho para os animais como seres iguais a nós, com os mesmos direitos. Há quem diga que sou maluquinha porque me rejeito a matar um mosquito :). A nível físico ainda não notei nada porque também sempre fui muito magrinha. Por vezes gosto também de suplementar com a B12, no entanto sei perfeitamente que a B12 não é só um problema dos veganos, mas sim de TODOS.

  1. Tiraste algum curso, workshop de alimentação? Podes nos deixar alguns nomes de pessoas que te inspiram?

Infelizmente ainda não tive essa oportunidade. No entanto, estou sempre atenta aos blogues e noticias que abordem o vegetarianismo/veganismo porque quero aprender sempre mais. Um dos temas que me tem interessado mais no momento é o crudivorismo.
O Leonardo Dicaprio é um homem em quem me inspiro muito devido à sua enorme força e dedicação. Está sempre focado em relembrar-nos sobre os problemas óbvios que nunca ninguém quer saber, como por exemplo o extermínio de espécies para proveito dos humanos e ainda a questão das alterações climáticas.

  1. Tens alguma mensagem que queres deixar?

Reflitam sobre a vossa alimentação e estilo de vida. Informem-se, procurem saber mais. Vejam documentários. Não critiquem se não fazem a vossa pesquisa. O planeta está doente. As alterações climáticas estão a acontecer agora! É este o planeta que querem deixar para os vossos filhos/netos?

  1. Tens algum blogue ou página onde as pessoas te podem encontrar?

Não tenho, mas partilho muitas das minhas receitas no meu Instagram: nenninha.

Sílvia Bihappy Pacheco – “Hrana vie ne echilibreaza starea fizica, mentala si emotionala”

  1. Cand te-ai hotarat sai ti schimbi alimentatia si care a fost motivul?

Am facut deja multe schimbari in alimentatia mea, dar cea mai importanta a fost cand am trecut la alimentatia crudivora, in August 2014. Imi doream sa ating alte nivele de dezvoltare personala. Si asa, din intamplare (care nu cred ca a fost chiar din intamplare 🙂 ), am descoperit un filmulet pe youtube al unui baiat englez, care vorbea despre hrana vie si cum prin ea a reusit sa isi schimbe viata. Am fost imediat incantata de ceea ce auzeam, vedeam si simteam. Felul cum vorbea, cum arata, vibratia pe care o emana erau de-a dreptul inspiratoare. Mi-am urmat imediat instinctul, am cercetat si alte surse printre ele si portugheze si mi-am schimbat toata alimentatia.

2. De unde ai inceput, s-a intamplat de pe o zi pe alta sau a fost un proces?

Cum am mentionat mai sus, am inceput imediat dupa ce am auzit de alimentatia crudivora si am inteles ceea ce ea insemna.

Am fost radicala, intr-o luna am abandonat tot ceea ce imi intoxica organismul, de la alcool, cafea, zahar rafinat, lactatele (lapte deja nu mai beam), sarea, pestele (carne deja nu mai mancam), oualele, painea, glutenul si “alimentatia” procesata. Alimentatia mea a devenit in marea majoritate, fructe, legume crude, nuci si seminte. Alimente gatite in mica cantitate si doar orez basmati, cartofi si cateva leguminoase. Dar cateodata nu mananc deloc mancare gatita.

3. Care au fost reactiile familiei tale? Locuiesti cu cineva, si ei i-au schimbat obiceiurile alimentare? 

La inceput a fost greu. Prietenilor si familiei nu le-a placut mult schimbarea mea. Au crezut ca este ciudata, in inceput sa se ingrijoreze si nu intelegeau de ce am abandonat toate acele alimente pe care ei erau obisnuiti sa le manance si de ce dintr-o data mancam legume crude. Deasemenea se mirau de marea cantitate de mancare din farfuria mea. Cativa din ei credeau ca nu era sanatos si ca nu mai puteam sa merg cu ei la un gratar. Acum am inteles ca totul este din cauza zonei de confort. Cand eu am iesit din zona mea de confort, am provocat disconfort in viata celor apropiati. Si nu este intotdeauna usor.

Persoana care m-a sustinut cel mai mult a fost mama mea, si chiar daca nu intelegea prea bine ce insemna, nu a pus la indoiala decizia mea. Si tot ea a fost din persoanele care si-a schimbat cel mai mult alimentatia, poate pentru ca imi era mai apropiata. Nu a mai baut lapte, care era unul din alimentele esentiale la micul dejun si a inceput sa bea un smoothie verde. Nu mai bea alcool, nu bea mult, cateodata un pahar de vin la masa. Si acum mananca dulciuri foarte rar. Deasemenea a crescut mult consumul de fructe si legume in alimentatia sa zilnica.

In acest moment pot sa spun ca prietenii si familia deja s-au obisnuit si au acceptat noul meu stil de viata, in special pentru ca au vazut cum m-am schimbat, in bine. Cativa dintre ei imi cer sfaturi, sugestii, iar altii deja au schimbat cateva din obiceiurile alimentare.

4. Care a fost alimentul/ingredientul mai greu de lasat? Ai gasit vreun inlocuitor?

Pentru mine cel mai greu de abandonat au fost painea, cascavalul / branza, pastele si sosurile. Dar cu toate acestea, in acesti 2 ani, nu am mai mancat deloc. De fapt, ca sa fiu sincera, am mancat o singura data paine. Chiar si acum le simt lipsa, dar stiu ca nu au nici un aport sanatos pentru corpul meu, iar toate derivatele si produsele animale nici ele nu ma mai seduc din doua motive : pentru ca provin din fiinte vii ca si noi si pentru ca ne dauneaza sanatatii. Cu timpul, stiu ca viciul acestor gusturi o sa treaca, e ca un drog, ca si fumatul. Am fumat si eu si cand m-am lasat a fost greu la inceput si in primii ani, da acum nu ma mai tenteaza deloc.

5. Ai vreo reteta/ingredient pe care inainte nu il cunoasteai si acum, pur si simplu iti place la nebunie?

Da, pur si simplu ador smoothie-ul verde, sushi de orez vegan sau crudivor. Ca si ingreditente, avocado e fantastic in salate si deserturi.

6. Ce tip de alimentatie ai in momentul de fata? Poti sa ne descrii o zi normala?

Imediat ce ma trezesc, si dupa ce ma spal pe dinti, beau 2-3 pahare mari de apa alcalina cu lamaie. Dupa o jumatate de ora beau un smoothie mare verde ( 9 banane + rucola) care este micul meu dejun. La pranz mananc fructe, o cantitate destul de mare, un pepene galben mare, de exemplu.

La gustarea de dupa amiaza, din nou fructe sau un smoothie, sau un singur fruct, ca de exemplu doar struguri, sau doar pepene rosu etc. iar cateodata amestec mere, banane si curmale. Mananc fructele pe care corpul mi le cere.

La cina, o salata mare pe care o pregatesc simplu si creativ. Pot, de exemplo sa amestec salata verde cu ardei rosu, dovlecel cu un sos special facut cu rosii, coriandru, usturoi, piper, seminte de floarea soarelui, toate la blender. Si pot sa mananc si 2 cartofi dulci la cuptor. Super delicioase. Iar inainte de culcare, cateodata mananc niste banane sau alt fruct de care imi e pofta.

7. Ce faci cand trebuie sa mananci in oras? Ai vreun loc preferat?

Nu prea mananc in oras. Iar cand mananc, ma pregatesc. De obicei mananc mai intai ceva acasa, ca sa ma asigur. Daca merg acasa la prieteni, iau mereu ceva facut de mine, pentru mine si pentru ei. La restaurante vad ce au in meniu si cer de obicei o salata daca exista sau le cer sa imi pregateasca o salata cu fructe si legume pe care o las la creativitatea lor, si o asezonez doar cu suc de lamaie si avocado, daca au. Si cer si suc de portocale cateodata. As putea de asemenea sa cer orez sau cartofi si gata, problema rezolvata! In momentul de fata nu am nici un restaurant preferat.

8. Ai observat vreo schimbare la felul in care te simti dupa ce ti-ai schimbat alimentatia? La nível fizic, mental, emotional?

Simt multe diferente. Ma simt mai usoara, dispozitia mea este mai echilibrata. Inainte tenul meu era palid si fara viata, in special iarna, acum este stralucitoar (fara sa fie gras) si are mereu o culoare frumoasa si sanatoasa, chiar si iarna. Parul si unghiile erau subtiri si slabe, acum sunt puternice. Am energie toata ziua. Ma trezesc zilnic cu mult entuziasm si energie. Am descoperit pasiunea si motivatia sa fac exercitiu fizic. Ma simt mai conectata cu natura si cu animalele. Sunt motivata sa imi urmez pasiunile si scopul vietii mele. Mintea e mai clara si din aceast motiv am multe inspiratii si reflectii. Nu ma prajesc la soare usor si ma bronzez mai rapid si cu o culoare foarte frumoasa. Sunt mai fericita. Acestea sunt doar cateva dintre beneficiile hranei vii. Ne echilibreaza starea fizica, mentala si emotionala.

9. Ai facut vreun curs, workshop de alimentatie? Poti sa ne lasi cateva nume de persoane care te inspira?

Nu am facut nici un curs. Am cautat pe Internet portughezi care au o alimentatie crudivora, pe cineva care sa ma sustina in aceasta aventura noua, pentru ca la inceput cunoasteam doar youtub-eri straini. Si am gasit un grup fantastic pe Facebook, Vitaliza al unei persoane deosebite, Zlati Dencheva careia ii sunt profund recunoscatoare, ca si grupului de fapt. M-a ajutar enorm si inca continua sa ma ajute. Deasemena am continuat sa ma informez, sa cercetez si sa studiez mult despre alimentatie, una dintre marile mele pasiuni. Persoanele care ma inspira in alimentatie si care apoi se reflecta si in alte arii sunt atat de multe, dar pot sa dau cateva exemple, Zlati, Ralph de la Infinite Waters, Alyse de la Raw AlignementRawvana, Kristina de la FullyRawKristina intre multi altii.

10. Ai vreun mesaj pe care vrei sa ni-l lasi?

Da. Vorbesc despre experienta mea, de cand am adoptat aceasta alimentatie, viata mea nu a mai fost la fel. Traiesc ceea ce mi-am dorit din totdeauna, ceva transcendental, care imi da posibilitatea sa traiesc la capacitatea mea maxima. Pe zi ce trece ma simt mai energica, mai fericita, mai inspirata, mai in legatura cu sursa divina. Si ceva imi spune ca nu este decat inceputul si ca o sa fie din ce in ce mai bine. Pana sa incerc hrana vie nu aveam nici o idee de importanta si efectele ei. Cine isi doreste sa isi traiasca viata din plin sau sa isi imbunatateasca starea de sanatate, aceasta alimentatie poate sa fie un bun inceput. Este atat de importanta precum meditatia sau exercitiul fizic. Dar sigura forma de a trai ceea ce impartasesc aici cu voi toti este sa expertimentati.

Iar mesajul pe care il las este acela de a nu ne multumi / limita cu putin, cand putem avea totul, cerul nu este limita!

11. Ai vreun blog sau pagina unde cei interesati pot sa te gaseasca?

Da, am o pagina pe Facebook Sílvia Bihappy si un canal pe Youtube cu aceasi nume : Sílvia Bihappy.